
Quando o véu que me encobre se levantar
e puser a nu
toda a loucura que me assalta
Quando em meu peito
já não houver
nem lágrimas
nem angustia
nem saudade
Quando a ternura voltar
aos meus braços feridos
das noites sem luar
Quando o desejo de ser vida
for maior que o abismo
que me atrai e atormenta
quando finalmente o belo
vibrar em minhas mãos
e estas possam calmamente
recolher os frutos
da liberdade conquistada
Quando ... sim quando
então poderei dizer
Sou livre!
Angélica Oliveira

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