sábado, 24 de abril de 2010

Ela!


Ela enredou-se no emaranhado dos caminhos ...
... anda sem rumo, mas não pára,
não olha nem para trás ...
... o caminho não se desfaz
pelo facto de o percorrermos
em sentido contrário
e ... ela sabe.
Ela sabe ... que algures,
o novelo se desfará,
e tudo será mais claro ...
inevitável.
Inevitável o encontro
com um caminho mais largo,
suave e confortável,
onde a sensação de sem rumo
... não exista.

Texto: Angélica Oliveira
Foto: Angélica Oliveira

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