quinta-feira, 8 de abril de 2010

Fome de Ti



Tenho fome da tua boca, 
de tua voz, da tua pele,
E pelas ruas vou calado, 
Não me sustenta o pão, 
a aurora me desequilibra, 
Busco o som líquido 
dos seus pés no dia.
Estou faminto 
de teu riso maroto, 
Tenho fome do calor 
de tuas mãos, 
Quero comer 
o raio queimado da tua beleza,
O nariz soberano 
do teu misterioso rosto, 
Quero comer 
a sombra fugaz de tuas palavras. 
E faminto venho 
e vou “olfateando” o crepúsculo, 
Buscando-te... 
o teu coração ardente, 
Até que o sol torre a tua pele. 
Para que possamos continuar vivendo... 
Sempre eu, sempre tu, sempre nós. 


Alessandro Medeiros
Imagem: autor desconhecido

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